Nas turbulentas semanas que se seguiram à eleição presidencial dos EUA em 2024, a icônica cantora pop vencedora do Grammy, Billie Eilish, tomou uma decisão que chocou o mundo do entretenimento. A cantora de 23 anos anunciou que estava deixando os Estados Unidos. O motivo: a chamada “onda vermelha”, a vitória conservadora de Donald Trump, havia se tornado insuportável para ela. Em uma postagem emocionante no Instagram, ela escreveu: “A onda vermelha é muito forte. Não consigo mais viver aqui!”. Seus fãs ao redor do mundo ficaram chocados e expressaram sua indignação nas redes sociais.

As palavras de Eilish ressoam em um momento em que muitas celebridades estão lidando com os resultados das eleições. A artista, que apoiou fervorosamente Kamala Harris, ficou profundamente magoada com as políticas de Trump. “É uma guerra contra as mulheres”, publicou ela logo após a eleição. Agora, sua frustração a está levando a tomar uma decisão radical. Notícias de Hollywood sugerem que ela pode se mudar para a Europa ou Canadá, onde se sente mais segura. Seus fãs estão iniciando petições para convencê-la a ficar, mas Eilish permanece firme em sua decisão.
A mudança política nos Estados Unidos transformou completamente a visão de mundo de Eilish. Como defensora dos direitos das mulheres, da proteção climática e dos direitos LGBTQ+, ela viu o retorno de Trump como uma ameaça a tudo o que representa. Em entrevistas, ela já havia alertado antes da eleição: “Eu nunca me sentiria segura se ele ganhasse”. Agora, sua decisão é interpretada como um símbolo de resistência contra as elites liberais. Seus críticos a chamam de escapismo; seus apoiadores, de um ato corajoso de protesto.
Mas o desabafo de Eilish continuou. Além de anunciar sua saída dos Estados Unidos, ela descarregou sua fúria em outro gigante: Elon Musk. Ela chamou o CEO da Tesla e da SpaceX de “covarde patético do caralho”. Em uma série de stories no Instagram, ela compartilhou imagens de um grupo ativista mostrando como a riqueza de Musk poderia resolver crises globais. “Covarde patético do caralho”, escreveu ela, um insulto vulgar que rapidamente viralizou.

Musk, que está prestes a se tornar o primeiro trilionário do mundo graças ao seu pacote de investimentos, foi denunciado por Eilish como um símbolo de ganância. Ela exigiu: “Use seu dinheiro para acabar com a fome no mundo!” Segundo estimativas da ONU, US$ 40 bilhões anuais seriam suficientes para alimentar bilhões de pessoas até 2030. Eilish, também milionária, doou recentemente US$ 11,5 milhões de seus ganhos com turnês para a proteção climática e o combate à pobreza. “Por que você está acumulando dinheiro, Elon? O mundo está pegando fogo!”, questionou ela retoricamente.
Este ataque a Musk não é coincidência. Duas semanas antes, na cerimônia de entrega dos prêmios de inovação do Wall Street Journal, Eilish se dirigiu diretamente aos bilionários presentes: “Se você é bilionário, por que é? Doe seu dinheiro!”. Mark Zuckerberg e George Lucas estavam lá, mas Musk não. Agora, após a aprovação de seu salário recorde, a frustração de Eilish explodiu. Suas postagens, com sugestões como doar US$ 53 bilhões para a reconstrução de Gaza, receberam milhões de curtidas e viralizaram rapidamente.
As reações ao duplo golpe de Eilish estão polarizadas. No X (antigo Twitter), seus fãs a celebram como uma heroína: “Billie diz o que todos nós pensamos!”. Outros a ridicularizam: “Uma milionária que odeia Musk porque ele não pede esmolas”. Veículos conservadores como o Breitbart descartam suas diatribes contra Musk como “bobagens esquerdistas”. Mas a influência de Eilish é enorme: seus seguidores, em sua maioria mulheres jovens, agora debatem intensamente sobre riqueza e responsabilidade.
As críticas de Eilish a Musk tocam num ponto sensível no debate sobre os super-ricos. Enquanto Musk cria milhares de empregos e trabalha em missões a Marte, Eilish argumenta que isso não é suficiente! Problemas globais como as mudanças climáticas e a pobreza exigem mais. “Eu poderia salvar espécies ameaçadas de extinção com apenas US$ 1 bilhão ou US$ 2 bilhões por ano”, publicou ela. Suas palavras ecoam o Giving Pledge, assinado por Musk em 2012, mas os críticos acreditam que muito pouco foi feito.
A divisão está aumentando em Hollywood. Artistas como Taylor Swift e Ariana Grande estão se mantendo cautelosas, mas a coragem de Eilish é inspiradora. “Ela é a voz da nossa geração”, tuitou um fã. Outras estrelas que planejavam se aposentar após a eleição agora estão repensando a decisão. A escolha de Eilish pode desencadear uma onda de mudanças, ou pode ser apenas retórica vazia. O que é certo é que suas palavras reacenderam o debate.

O contexto do desabafo de Eilish é sua jornada pessoal. Criada em Los Angeles, a cena liberal moldou sua música e seus valores. Hits como “What Was I Made For?”, do álbum Barbie, abordam identidade e pressão social. Agora, ela se sente alienada em seu país natal. “A onda vermelha está sufocando a criatividade e a liberdade”, declarou em um podcast. Sua equipe confirma: os preparativos para sua mudança estão em andamento.
Musk manteve-se em silêncio diante dos ataques de Eilish, típico do magnata da tecnologia, que geralmente ignora críticas. No entanto, ele recentemente publicou informações sobre o progresso do Projeto X da Tesla, como se quisesse retaliar. Os fãs de Eilish interpretam isso como uma confirmação: “Ele tem medo dela!”. Esse conflito evidencia o abismo entre a cultura pop e a elite tecnológica, onde riqueza e moralidade se chocam.
A longo prazo, a decisão de Eilish pode impulsionar sua carreira. Artistas exilados como Bob Dylan se tornaram lendas. Novos álbuns da Europa? Turnês sem a pressão dos Estados Unidos? Há muita especulação. “Preciso de espaço para respirar”, explicou ela. Suas críticas a Musk reforçam sua imagem rebelde e também dão visibilidade às suas campanhas beneficentes.
Apesar da controvérsia, a música de Eilish continua em evidência. Seu álbum “Hit Me Hard and Soft” alcançou o primeiro lugar nas paradas, e as indicações ao Grammy estão a caminho. “A música cura, a política destrói”, disse ela certa vez. Agora, ela combina as duas coisas. Seus fãs esperam que sua saída inspire mudanças, em vez de semear tristeza.
Em resumo, o duplo golpe que Eilish sofreu marca uma virada. A onda vermelha está a deixando para trás, e a ganância de Musk está alimentando sua raiva. Em um mundo assolado pela desigualdade, sua voz ressoa com mais força, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior. Resta saber se ela conseguirá retornar ou ressurgir com força renovada. Uma coisa é certa: Billie Eilish está ditando o ritmo.